Passar para o Conteúdo Principal

siga-nos Facebook Alfândaga da Fé Youtube Flickr

Hoje
Hoje
Amanhã
Amanhã
Depois
Depois

Festival de Teatro | Iniciativa arranca com a presença de José luís Peixoto

Capa 1 736 2500
06 Mar '17


À conversa com José Luís Peixoto, este foi o mote para o início da 4ª edição do Festival de Teatro de Alfândega da Fé. O escritor, autor da peça inaugural do Festival, participou numa tertúlia na Casa da Cultura Mestre José Rodrigues. Uma troca de experiências, um convívio entre palavras e livros que marcou a abertura do mês do teatro no concelho.


Ao palco subiu a peça À Manhã, adaptada à realidade transmontada pela Filandorra-Teatro do Nordeste. Já lá vão 5 anos desde que a Filandorra em conjunto com a autarquia de Alfândega da Fé se propuseram a levar a cabo um projeto cultural de características inéditas no concelho: produzir, num processo de residência artística, o espetáculo À Manhã.


Durante dois meses a companhia percorreu o concelho, num contacto direto com a população e realidade local. O resultado é uma obra que espelha o quotidiano das gentes destas paragens, mas que também se assume como um alerta para problemas como o despovoamento e envelhecimento da população.


Escrita em 2005 e publicada em 2007 no livro intitulado Cal, uma coletânea de crónicas, poemas e teatro, À Manhã retracta o quotidiano do mundo rural, abordando problemas como o despovoamento e envelhecimento da população. A ação desenrola-se numa aldeia envelhecida e desertificada do interior do país, cinco personagens, três mulheres e dois homens, dão corpo aos seus próprios desejos e receios, numa "viagem" pelo tempo das estações: as Primaveras e os segredos, os enganos e o Verão, os beijos nunca dados e o Outono onde se retarda o último frio.
Este espetáculo conta com o espaço cénico e encenação de David Carvalho, assistência de encenação de Bibiana Mota e na leira em terra batida em forma de retângulo (metáfora do Portugal profundo) com os atores Anita Pizarro, Helena Vital, Sofia Duarte, Márcio Pizarro e Silvano Magalhães. No som Pedro Carlos, na luz Gonçalo Fernandes, e assistência geral de António Nascimento.


Este foi o primeiro espetáculo a subir ao palco da Casa da Cultura Mestre José Rodrigues no âmbito do Festival de Teatro. A iniciativa prolonga-se até ao final do mês de março com a realização de espetáculos aos domingos à tarde. A 12 de março vai subir ao palco a peça “Só Visto”, uma produção do Fórum Boticas baseada na obra do escritor Andaluz José Moreno Arenas.

  • logotipo sgs
  • logotipo compete
  • wiremaze logotipo