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Escultura, Pintura em Azulejo e Grafitti, são estas formas de arte que pode encontrar em diversos espaços públicos da vila, nota de contemporaneidade de um concelho, cuja fundação, por D. Dinis, remonta a 1294.
O nosso passeio começa e uma obra inusitada surge na paisagem, sinais de trânsito transformados em arte urbana por Hazul. “Semio” é um tríptico vertical, criado no âmbito do projecto Voltagem (2016/ 2017). Ainda no Parque Verde, surgem duas obras o “Chafariz dos Quatro Rios” (2003), uma alegoria à vida, que o autor António Matos transformou num chafariz e a “Montanha Orgânica”, do escultor João Antero (2002). Em frente ao Jardim Municipal, a “Cabeça de Soldado” (2004) evoca a riqueza histórica de Alfândega da Fé, um pouco mais de caminho e a envolvência natural é irrompida pelo ”Portal dos Cerejais” (2002) de Vítor Ribeiro, daqui conseguimos ver a “Nascente”(2003), obra de Volker Schnuttgen. “Totem”, uma intervenção de Hazul, cuja inspiração resultou das memórias das pessoas da terra. A Junta de Freguesia “Tétis” dá vida à Deusa da água em alusão à presença de uma nascente neste local, de Frederico Draw e Hazul. Uma “Fénix” surge na alta torre do quartel dos Bombeiros Voluntários, homenagem dos artistas Godmess e Frederico Draw aos soldados da paz. Seguimos até ao Largo do Infantário onde encontramos a escultura de Luísa Perienes, “Frutos da Terra” (2004) fazendo a ligação à cultura da cereja, da castanha, azeitona e amêndoa. Mas frutos da terra são também as crianças que todos os dias se cruzam com a escultura.
De regresso ao centro, junto ao Recinto da Feira, encontramos “Alnite-Vetão” (2004) do artista Moisés. Alnite que representa um vegetal extraído da terra e Vetão diz respeito aos habitantes da Lusitânia, já no Mercado Municipal apreciamos a recriação da Lenda dos Cavaleiros das Esporas Douradas, em painéis de azulejos de José Emídio e do Mestre José Rodrigues (2002). Descemos e a “Tangência no Interior do Espaço da Construção Geológica” (2003) de Carlos Marques é a escultura que se segue. Mesmo ao lado, surgem duas pinturas: “Futuramos” (2017) de Godmess e “Sarau” (2017) de Hazul, a visão das crianças sobre o mundo que as rodeia. Com inspiração na paisagem circundante surge a obra “Oliva” de Hazul (2017).
A subida íngreme da encosta revela-nos no Largo das Eiras “A Fonte do Anjo” de Paulo Neves” (2003), uma ligação à fé e à vida. Junto à Igreja Matriz, o escultor Alípio Pinto quis unificar a “Memória/Desenvolvimento” (2002), fazendo a ligação entre o xisto e o metal como representação do desenvolvimento tecnológico. No ponto mais elevado, Miradouro do Castelo, onde a paisagem nos transporta para outra dimensão, deparamo-nos com a obra sem nome (2003) de Carlos Barreira. Junto à Torre do Relógio, nasceu “Tempo” (2016) de Godmess, em referência a toda a envolvência.
Avistamos os Paços do Concelho e num edifício adjacente, encontramos “Lines Lines Lines” (2016) de Frederico Draw. Um pouco mais à frente, um muro de xisto suporta um painel de azulejos criado, em 2005, por Alberto Péssimo, Américo Moura, Pedro Rocha e Rogério Ribeiro. São quatro olhares sobre a história, cultura, tradição e riqueza natural de Alfândega da Fé. Na Biblioteca Municipal surge “Mistério”(2002) um pórtico de granito que esconde uma figura masculina, do escultor José Esteves. Na Praça do Município encontramos a “Flor Cata-vento”(2002) de Rui Matos, inspirada nos antigos pelourinhos. “Cinco Histórias com Bichos” (2003) de Rui de Matos retém-nos no percurso, mais à frente avistamos a obra de Pedro Fazenda, sem título (2004), mas por cá já lhe chamam ruína por ser isso que representa. De volta, um painel de azulejos num muro de suporte dá-nos uma imagem de todas as localidades do concelho, de Armando Lopes.
Terminamos na Casa da Cultura Mestre José Rodrigues, uma justa homenagem ao ilustre descendente da terra. Inaugurada em Setembro de 2004, o projeto é da autoria do conceituado Arq.º Alcino Soutinho.
Roteiro de Arte Urbana
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