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Alfândega da Fé rejeita proposta do PSZAER

17 Jul '26

Autarquia defende a autonomia dos municípios e uma verdadeira justiça territorial

No âmbito da consulta pública do Programa Setorial para as Zonas de Aceleração de Energias Renováveis (PSZAER), a Câmara Municipal de Alfândega da Fé submeteu, no passado dia 15 de julho, uma participação na qual manifesta a sua discordância relativamente à proposta apresentada, defendendo a suspensão do processo ou a sua profunda revisão.

Para o Município de Alfândega da Fé, a proposta em discussão relega os Municípios para um papel de assistencialismo social, de perda de autonomia administrativa e, mais uma vez, remete estes Aproveitamentos/Concessões para um quadro pouco claro no que concerne às compensações e ao pagamento de tributos e impostos nos territórios onde a energia é produzida. Os Municípios na gestão do seu território e na defesa das suas populações não podem ser meros mediadores.

Por outro lado, o quadro legal e os normativos administrativos devem exigir que os Municípios, ao arrepio da Constituição Portuguesa e da Autonomia consagrada à Administração Local, tenham poder de decisão vinculativa sobre a localização exata e a aprovação dos projetos.

Assim, em linha com as batalhas legais e políticas que vários municípios da região têm travado para trazer maior justiça e autonomia, a Câmara Municipal de Alfândega da Fé exige que o Governo clarifique de uma vez por todas junto da ANMP e da respetiva Secção de Municípios com Energias Renováveis o quadro de incumprimento que de forma reiterada e continuada as empresas concessionárias de Aproveitamentos de Produção de Energia se encontram. Acresce ainda que estas empresas continuam a contrariar a posição dos Municípios, da Autoridade Tributária e da Jurisprudência já consolidada sobre o pagamento de tributos e impostos.

Dentro do quadro de compensações para os territórios produtores de Energias Renováveis também defendemos que a instalação de zonas de aceleração de renováveis deve implicar, para além de contrapartidas mais claras para o território, a inclusão da redução das faturas de energia para os residentes e o financiamento de medidas de coesão e desenvolvimento local.

O Município de Alfândega da Fé vai continuar a exigir justiça para o território, defendendo os interesses e o futuro da nossa população.

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