Foto (da esquerda para a direita): Andreia Aires, João Gabriel, Hélio Aires
Órgãos Autárquicos da Freguesia
| Junta de Freguesia | Assembleia de Freguesia |
| Presidente: João Baltazar Gregório Gabriel | Presidente: Vania Isabel Caldeira Medeiros |
| Secretário: Andreia Vanessa Marçal Aires | 1º Secretário : Sílvia Susana Fernandes |
| Tesoureiro: Hélio José Madureira Aires | 2º Secretário: Ricardina Patricia Rocha Dias |
Contactos
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Telefone |
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Geral |
934 906 399 |
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Presidente |
962 928 581 |
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Secretário |
912 784 198 |
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Tesoureiro |
919 971 052 |
Morada
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União das Freguesia de Gebelim e Soeima Rua Principal, n.º148 5350-250 Gebelim |
Horário de Atendimento
| Segunda a Sexta: 17h00 às 21h00 |
Descrição da Freguesia
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Aldeias anexas |
soeima |
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Distância à sede do concelho |
19km |
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Área da freguesia |
30,60km² |
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População |
299 habitantes (censos 2021) |
GEBELIM
A aldeia de Gebelim situa-se nas faldas da Serra de Bornes encravada entre montes. O próprio toponímico da localidade está associado à sua situação geográfica e morfológica. Segundo Pinho Leal , Gebelim é uma palavra de origem árabe, resultante da corrupção da palavra "Jabalain", que significa "dois montes". Não sendo de estranhar esta origem, embora não se possa comprovar, é certo que por ali existem muitos topónimos e referências aos mouros, como a fraga dos mouros, onde existem pequenas cavernas. Notável, igualmente, é o facto de antigamente se ter explorado cal nesta freguesia, referindo João Vilares que ali existiram cinquenta fornos; de qualquer forma, não deixa de ser importante constatar a existência de calcário a cerca de mil metros de altitude.
Hoje, a aldeia ainda continua a encontrar nas terras da Serra de Bornes o seu principal sustente.
O ponto mais interessante da freguesia é mesmo o local onde se situa a capela e o santuário de S. Bernardino, construído em 1743.
SOEIMA
Povoação voltada a nascente, espraia-se pela encosta da antiga Serra de Monte Mel, cuja atual designação de Bornes é muito menos saborosa. Aldeia alcandorada perto dos mil metros de altitude, o povo tem uma urbanização em escadario dividida transversalmente pela estrada municipal.
A castanha é um dos principais produtos agrícolas da aldeia e ordena a paisagem nos campos à volta. A rigidez do clima no inverno cobre os soutos e a floresta com um manto branco de neve. Ao longo da ribeira do Rabo do Burro, aqui adornada de freixos, podemos ver, ainda hoje, as ruínas de vários moinhos de água, sendo que cinco formam um interessante conjunto arquitectónico.
O toponímico Soeima é de origem árabe, derivando do nome Zoleiman, que era muito usado na época da ocupação árabe. Desta forma, a fundação da atual freguesia remonta a esse período.
No século XIII, Soeima era pertença de D. Nuno Martins, nobre muito rico da região.
Durante o período de Guerra Civil (1832-1834), entre Liberais e Absolutistas, Soeima foi palco de violentos confrontos entre os miguelistas, em grande número na freguesia, e os partidários de D. Pedro.
Até ao ano de 1855, esta freguesia integrou o concelho de Chacim e, depois, o de Macedo de Cavaleiros, tendo, finalmente, passado a pertencer ao de Alfândega da Fé.